INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA POR BRUNO FAUCZ

Publicado por Bruno Faucz em 16/04/2015 ás 11:30



 O comércio tradicional de mobiliário precisa ser reinventado, as empresas necessitam se adequar ao mercado e não mais o mercado as empresas, o comércio está escasso para o número de empresas, cada vez mais é necessário enxergar as oportunidades e estar “antenado” com o que acontecesse ao redor.

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 Inovação é uma palavra bastante forte, definida no dicionário como “Produzir algo novo, encontrar novo processo”, sendo assim inovação trata-se de algo inédito, que ainda não existia e não se havia pensado. Seguindo nestes termos, o mercado moveleiro precisa reinventar sua maneira de pensar: Como vender melhor? Quem é meu cliente? O que e como ele quer comprar? O que eles fazem? Como vivem? E assim por diante…
O governo há algum tempo vem dando incentivos fiscais com redução de impostos as empresas, mas isso de maneira alguma é uma inovação, mas sim um paliativo para aquecer a economia das empresas, incluindo as moveleiras. O mercado está mudando, a maneira de se morar não é mais a mesma, as casas não tem mais as mesmas configurações, as famílias não são como 20,30 ou 40 anos atrás. Então é necessário fazer a perguntar: Porque a maneira de produzir e comercializar móveis permanecem imutáveis? Porque não estão se atentando para estas mudanças?
Há pouco tempo nasceu uma empresa de e-commerce de mobiliário, criada por um jovem alemão que veio estudar em nosso país, provavelmente ele fez algumas destas perguntas citadas acima, dentre outras, o que lhe proporcionou excelentes insights. Começou a tornar o design mais democrático, com conceitos de smart¹ design, assim trouxe peças acessíveis para muitas pessoas, e em menos de um ano, está revolucionado o conceito de venda de mobiliário via web.
¹Smart design – Design inteligente.Projeta-se pensando em simplificar todas as etapas com maiores ganhos e maior viabilidade, desde o processo produtivo até a montagem na casa do cliente final.
Este acima é apenas um exemplo de um olhar atento, onde o jovem empreendedor conseguiu enxergar uma boa oportunidade e teve ousadia para colocá-la em prática, ousadia e inovação estão intrinsecamente ligadas.

                                                                                                                                                                                                 2 zxc

 Como diz a célebre frase de Thomas Edison “Genialidade é 99% de transpiração e 1% de inspiração”.  Quando se busca inovação, o objetivo é criar algo novo, assim nem sempre os resultados podem ser mensurados antes de serem postos em prática, onde há inovação, há riscos, mas aqui o risco não deve ser visto como algo ruim, “Quanto maiores os riscos, maiores as probabilidades de ganho”, afirma a professora Daisy Rebellato, que trabalha junto ao   Departamento de Engenharia de Produção da USP de São Carlos. Obviamente os riscos precisam ser avaliados a cada etapa de um processo de inovação, uma equipe multidisciplinar para a gestão de riscos é fundamental.
Um bom exemplo e relativamente recente de algo inovador foi o selo Biomóvel, criado pelas empresas do Alto Vale do Rio Negro, norte catarinense, onde se destacam os municípios de São Bento do Sul, Rio Negrinho e Campo Alegre. Este selo consiste em uma certificação que é dada a cada empresa ou linha de produtos, após devidamente auditada para avaliação dos processos produtivos. Isto trouxe um impacto bastante positivo, pois demonstrou para o mercado que a região está preocupada com um assunto que tem estado em voga em todo o mundo: A sustentabilidade.
Existe também a inovação incremental, que é algo que soma uma melhoria a algo já existente. Um bom exemplo para isso são os painéis melamínicos, que hoje alguns fabricantes fornecem com uma película plástica protetora, fazendo com que em todas as etapas de produção a superfície do painel não seja danificada, garantindo assim a qualidade da peça, evitando perdas e desperdícios.  Para a linha produtiva, estão disponíveis máquinas que estão otimizando muito os processos produtivos; o que antes era feito por três ou quatro máquinas, hoje pode ser feito em uma só: planejamento de corte, furação em todos os lados das peças e colagem de bordas. Isto também é apenas uma inovação incremental, pois juntaram-se processos e com isso as empresas tem maior garantia de qualidade, etapas produtivas mais seguras, menos perda com transporte interno e maior agilidade produtiva.
O comércio tradicional de mobiliário precisa ser reinventado, as empresas necessitam se adequar ao mercado e não mais o mercado as empresas, o comércio está escasso para o número de empresas, cada vez mais é necessário enxergar as oportunidades e estar “antenado” com o que acontecesse ao redor. Vive-se praticamente numa época de “seleção natural”, agora quem sobrevive não é o mais forte, mas sim o que melhor se adapta as mudanças propostas por um mercado dinâmico onde as pessoas se reinventam a cada dia.
Um dos ramos do mobiliário que tem buscado se adequar as mudanças é o segmento dos projetados. As ofertas de incontáveis possibilidades que os fabricantes oferecem a seus clientes trazem a ilusão de que eles, os clientes, estão montando seu espaço exatamente como querem como se estivesse sendo 100% personalizado. Isso traz a sensação de se ter algo exclusivo, onde se traduz a identidade da pessoa, que demonstra o “Quem eu sou” que é a busca pela personalidade própria. A passagem do livro Aprendendo a Viver de José Manuel Moran fala sobre isso “O ser humano está sempre tentando equilibrar a busca do seu caminho exclusivo, daquilo que o diferencia, com a busca de ser aceito pelas pessoas mais próximas, pelos grupos aos quais pertence e pela sociedade em geral.”
As pessoas não querem mais o que se propunha na primeira revolução industrial, de produção massiva, claramente expresso na célebre frase de Henry Ford sobre seu modelo Fort T “O carro é disponível em qualquer cor, contanto que seja preto.”. Hoje precisa haver a possibilidade de personificação nos produtos. Não se pode negar a grande contribuição desta época para disseminação e distribuição massiva de bens de consumo, aqui houve uma gigantesca inovação: a produção seriada, com produtos mais acessíveis a todos; mas isso já deveria ser ultrapassado. Vale a pena se perguntar e refletir: Porque ainda se diz que esta época é o pai da indústria moderna? Porque o raciocínio de manufatura se mantém quase que intocado?
Inovação não é um pensamento, é uma atitude!

 


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